Prefeito contesta as declarações no caso da Capoeira

 

Após ler as declarações do Sr. José Evandro de Souza, publicadas em nosso espaço jornalístico durante a semana o prefeito Sérgio Paolielo (Esquilo) contestou veementemente e apresentou a versão dos fatos com testemunhas oculares. Leiam a seguir as suas declarações.

 

Motivo da discussão

Na verdade tudo começou já depois de comprovada a vitória do prefeito “Esquilo” ainda no mês de outubro. Daquele momento em diante o Sr. Evandro passou diariamente, em um primeiro instante a solicitar, depois a cobrar e finalmente a questionar o prefeito quando as providencias que seriam tomadas quando o mesmo assumisse seu mandato, uma vez que o Sr. Evandro sabia que entre as medidas a serem tomadas pela futura gestão seria a mudança nos espaços artístico, culturais e esportivos na cidade.

E de fato, assim que assumiu o seu mandato Esquilo mandou suspender não somente os trabalhos do Grupo de Capoeira, mas todas as atividades que eram realizadas nas dependências do prédio da Casa da Cultura, informando que o espaço seria destinado para outras atividades culturais, como exposição de quadros, artesanato e outras de trabalhos manuais.

As atividades esportivas (entre elas a Capoeira) terão como destino o Centro Poliesportivo “Milton Neves” que passará por uma grande reforma, pois está totalmente deteriorado.

 

Sempre apoiando

Esquilo disse também que não conseguiu até agora entender as atitudes do Sr. Evandro, uma vez que sempre o ajudou e contribuiu, inclusive com verbas do próprio bolso quando estava fora da prefeitura. Durante a jornada de sua campanha política no ano passado ele teve como estratégia bater de porta em porta pedindo votos e numa dessas casas acabou por encontrar o Sr. Evandro, quando foi abordado pelo mesmo para cobrar porque no seu primeiro jornal de campanha a capoeira havia sido omitida. Esquilo resgatou o fato publicando sua idéia de apoio na outra publicação.

 

Transição de “pedidos para cobranças”

Após as eleições o Sr. Evandro passou de solicitação às cobranças. Esquilo abriu um escritório perto do Paço Municipal e invariavelmente o Sr. Evandro buscava encontrar o prefeito eleito para perguntar se já havia resolvido o assunto. E em todos os momentos Esquilo dizia a ele que poderia contar com seu apoio. As cobranças beiravam a impertinência já naquele momento.

 

Após a posse

Nos primeiros dias, logo após a posse, o prefeito mandou trocar todas as fechaduras das portas nos locais onde havia atividades de terceiros, porque não se tinha controle de quem era detentor de cópias de chaves e foi constatado que havia uso indiscriminado da linha de telefone e do computador que existe no prédio da Casa da Cultura. Nossa reportagem apurou que alguém estourou o cadeado do portão e adentrou ao local pulando as divisórias que existem no local para continuar utilizando o computador e a linha de telefone. No local as marcas de pés nas paredes evidenciam os fatos.

Indignado o Sr. Evandro dirigiu-se ao gabinete do prefeito e em atitude agressiva questionou o prefeito sobre as chaves.

Mesmo assim o prefeito pacientemente dizia sempre que ele poderia aguardar que um espaço seria preparado para as atividades do Grupo, explicando que o prédio da Casa da Cultura estava reservado para atividades artísticas e artesanais, com exposições de quadros e de trabalhos manuais.

 

A impertinência se acentua

Para tentar amenizar a situação o prefeito prometeu então abrir em caráter precário o prédio da antiga Rádio Rural, até que o Poliesportivo fique pronto e ficou de falar com o Sr. Luciano, responsável pelas chaves do local. O Sr Evandro nem esperou o contato e foi imediatamente cobrar as chaves do Sr. Luciano, que ato continuo, ligou ao prefeito para saber do que se tratava.

Mais uma vez o prefeito pediu paciência ao Sr. Evandro.

 

Dia “D”

Como não poderia deixar de ser as coisas foram se encaminhando de tal maneira que finalmente na semana passada às nove horas quando o prefeito chegava para despachar em seu gabinete e encontrou algumas pessoas na entrada do Paço Municipal. O prefeito estava cumprimentando as pessoas quando o Sr. Evandro chegou na companhia de alguns de seus “alunos” e postaram-se de forma intimidativa, quase desafiadora. O prefeito foi cumprimentá-lo e ouviu: “como é? Vai resolver ou não a situação?”.  Mais uma vez o prefeito pediu paciência e disse a ele que ele tinha em mente um projeto igual ou melhor do que o que estava em atividade e dirigido pelo Sr. Evandro, o mesmo se descontrolou e irritado passou a ironizar o prefeito, demonstrando total desequilibro usando os termos “parabéns... parabéns...”. E mais, como um dos assessores do prefeito estava por perto o Sr. Evandro passou a desafiar dizendo “esse aí é um puxa saco” e ameaçou partir para briga, quando mais uma vez o prefeito interveio e não deixou que o clima tenso prosseguisse, pedindo a uma das funcionárias que acionasse a Policia Militar.

Quando os policiais chegaram o Sr. Evandro já havia se retirado do local e foi registrado um boletim de ocorrência pelo prefeito.

 

Entrevista na Rádio

O Sr. Evandro teria usado o espaço no programa do Apresentador Régis Policarpo, na Rádio do Povo para usar espaço para difamar o prefeito com palavras fortes (gravação do programa já foi solicitada para confirmar os termos usados), e reivindicar um local para as atividades do Grupo e denunciar os maus tratos que teria recebido.

Na verdade um dos assessores do prefeito estava ouvindo o programa e alertou o mesmo. Este por sua vez não suportando mais tal situação resolveu ligar e apresentar sua versão, quando então declarou que o Sr. Evandro tem diversos boletins de ocorrência registrados contra sua pessoa onde as passagens são por uso de drogas, agressões, etc., e em cada B.O. ele declara ter uma profissão diferente e ou declara ser desocupado.

 

Além estes dados passados pelo prefeito, nossa equipe de reportagem obteve informações que o Sr. Evandro é dado a impertinências, tendo em uma ocasião até “colocado o dedo em riste no rosto da chefe de gabinete do ex-prefeito” de forma agressiva e desafiadora, além de usar a seu bel-prazer as dependências da prefeitura (telefone, computadores, etc.) e maltratar uma faxineira da prefeitura sem que nenhuma providencia fosse tomada.

Algumas pessoas se dispuseram a testemunhar sobre esses fatos.

Cláudio Ferreira