Alguns esclarecimentos sobre o pronunciamento do
Vereador Prof. Otávio Sales de Magalhães na sessão do legislativo na ultima 2ª feira
Em
nota enviada a nossa redação, o edil solicita que sejam feitos alguns
esclarecimentos e publicamos na integra o que nos foi enviado.
1)
O vereador informa: “Eu disse que há duas formas de ser prefeito. O perfil de
governo, onde você cuida do município com políticos e o perfil de
administrador, quando você cuida do município com técnicos. Claro, técnicos são
necessários em qualquer governo, e eles são alguns dos assessores e também os
cargos de carreira. Porém, é necessário um grupo de políticos para governar,
pessoas com idéias e formações políticas consistentes, aí entra o prefeito e
seus secretários. Os governantes necessitam sim de terem sensibilidade, pois a
política carrega uma subjetividade muito maior do que a administração ou que
qualquer técnica. Claro, as palavras “administração”, “governo”, “técnico” e
“político”, em meu texto, tinham um significado circunstancial, eram figuras de
linguagem que representam no fundo, uma visão política humanista, diferente
daquela pregada atualmente de se tratar o município como uma empresa para dar
lucro, o que é um absurdo do ponto de vista político”.
2)
“Não disse que o prefeito não pode cortar cestas básicas, transportes de
pacientes, esporte ou vestibulandos. Ele pode. Disse que essa não é uma
política boa, não é uma política humanista. É um perfil técnico, algo que não
estava presente nas outras gestões do município”.
3)
“Eu não disse que “o executivo vive complicando as ações e solicitações dos
vereadores de oposição”, mesmo porque eu não me considero de oposição. Disse
sim, que há muita complicação por parte do Executivo, citando o caso do
transporte para Araras e um episódio onde o Chefe de Gabinete Sr. Mauro Franchi
está complicando com um rigor totalmente desnecessário a emissão de um projeto
de lei pelo prefeito pedindo para que faça uma simples e insignificante
alteração orçamentária que trará apenas o lucro de R$ 200,00 mensais para o
município. São pequenas coisas que acontecem que mostram uma face de
administração que não deve acontecer: rigor excessivo e sem fundamento,
burocratização extrema, ortodoxia de comportamento administrativo. Disse sim,
que se não houver flexibilidade por parte do executivo, nós, do legislativo
seremos igualmente rigorosos, visto que, somos obrigados a agir com o princípio
da reciprocidade da harmonia entre poderes. Pedi respeito e não está havendo.
Quando falei em cassação, só quis mostrar que é muito fácil achar erros em
qualquer administração,tendo em vista a complexidade da legislação brasileira,
e, um pequeno descuido como não responder um simples requerimento de vereador
em 15 dias, pode sim, pelo Art 68 da Lei Orgânica levar o prefeito a cassação
do seu mandato. Logicamente não vamos fazer isso, era apenas uma dica:
“respeite-nos”, “não complique a vida do cidadão muzambinhense”, "não
queira inventar moda, fatos políticos para o legislativo", "não
queira achar erros do ex-prefeito", "não perca tempo com legalismo
exacerbado".
4)
“Sobre o FUNDEB. Eu afirmo: os veículos podem sim sair do município, desde que,
transportando alunos ou professores da Educação Básica e com finalidades
educativas – vestibulares, olimpíadas, matrículas, aulas para professores, etc.
Não tenho nenhuma dúvida quanto a isso. Já fui presidente do Conselho do Fundo
e conheço TODA a legislação pertinente”.
Vereador Professor Otávio
Nota
da Redação: Como a atuação
jornalística do Portal “muzambinho.com” tem perfil de caráter democrático,
estaremos ouvindo o prefeito Sérgio Cerávolo (Esquilo), para que os internautas
leiam os pronunciamentos de ambas as partes e tirem as suas conclusões.
Cláudio Ferreira