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Cães & Cia... Uma história de amor e ódio
Uma história de amor e ódio ganha destaque na cidade. Por algum motivo que ainda não se sabe, de repente a cidade começou a receber uma infestação de cães e gatos espalhados pela cidade. Cães que não se sabe a quem pertencem, pois a maioria que perambula pela cidade são desconhecidos, estão causando danos ao “fuçar” literalmente os lixos que estão a espera de serem recolhidos e ou em atos sexuais “explícitos” em plena via pública, causando, aos mais moralistas, uma revolta digna de discursos efusivos.
Algumas pessoas correm em defesa dos animais demonstrando um amor especial, enquanto outras simplesmente odeiam a presença dos mesmos devido às ações “inadequadas” e a sujeira que é espalhada pela cidade, além das fezes depositadas nas calçadas e nos leitos das ruas.
Na última quarta feira o prefeito Sérgio Cerávolo Paolielo (Esquilo) recebeu em seu gabinete os representantes da ONG – Associação Protetora dos Animais “Jovina Rocha Prado”, visando esforços para conseguir construir um canil onde seriam abrigados esses animais até que seus proprietários. A ONG já ganhou do prefeito anterior uma área para ser construído o canil.
Estiveram presentes a Sra. Valdete de Oliveira, presidente da ONG, a ex-vereadora Maria Messias, a vereadora Silene Cerávolo entre outros.
O canil
O prefeito Esquilo colocou-se a disposição para ajudar de alguma forma na construção do canil, mas explicou que por parte do executivo nada poderia ser feito oficialmente, pois não existe chancela de verba no orçamento que seja direcionada para tal situação. Mesmo assim ele prometeu ajudar colocando as máquinas para a terraplanagem e em algum momento homens para ajudar na construção.
Sugeriu que fossem feitas campanhas para arrecadação de fundos junto ao empresariado local, o que os componentes da ONG já estão fazendo. Além disso, ele disponibilizou uma contribuição pessoal de dez sacos de cimento e um milheiro de tijolos para que as obras possam ser iniciadas.
A apreensão
A polêmica surgiu porque os representantes da ONG estavam indignados com a forma como os animais são capturados pelos funcionários da prefeitura. Eles afirmaram que chegaram a ver até algumas ações violentas (chutes/pontapés), além da forma agressiva (o laço aperta a garganta dos animais) que causaria revolta na população.
Chegou a ser apresentada uma sugestão de se usar “lingüiças” para atrair os animais e fazer uma apreensão mais “suave” e menos “rigorosa” (sic).
A Castração
Outra sugestão feita é a castração dos machos para que eles não tenham condições de “cruzar” com as fêmeas o que evitaria a procriação de filhotes que não teriam onde serem abrigados e seriam mais animais espalhados pela cidade aumentando o problema.
Como o custo seria muito alto, o consenso geral apontou para outra solução.
Medida emergencial
Para dar uma solução provisória para o problema, enquanto as obras do canil não seja concluídas, o prefeito disponibilizou um espaço nas dependências do almoxarifado onde o chefe do executivo vai autorizar a construção de uma espécie de abrigo duplo onde as fêmeas serão recolhidas, saindo assim de circulação durante o período do “cio” evitando a correria dos machos atrás delas pela cidade. Desta forma os machos quase não sairiam de suas casas.
Outras sugestões
A vereadora Silene ficou de elaborar um projeto de lei que vai regulamentar a matéria onde poderá ser nominado crime de contravenção penal com pena pecuniária para os proprietários de animais que estiverem soltos pela cidade.
O que fazer com os animais “estranhos”
No encontro feito no gabinete do prefeito chegou-se a aventar a possibilidade de que os “cães desconhecidos” podem ter sido trazido de outros municípios e abandonados na entrada da cidade por pessoas mau-intencionadas.
O que ninguém soube explicar é o que vai ser feito com os animais cujos donos não aparecerem.
Cláudio Ferreira
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