Prefeito de Guaxupé fala da saúde na região

 

Neste momento em que a região recebe um pouco mais da atenção das lideranças do governo estadual no setor de saúde, ouvimos o prefeito de Guaxupé, Professor Roberto Luciano (PT), que opinou sobre a estrutura que está sendo ampliada na cidade de Muzambinho, bem como sobre as atuais condições do setor na sua cidade. Ele também abordou sobre os investimentos e projetos de Guaxupé para os próximos anos.

 

Estrutura adequada

O prefeito disse que cidades de Guaxupé, Muzambinho e outras representam uma espécie de “pólo micro regional” da saúde. Isso significa que outras cidades no em torno que não possuem a estrutura de atendimento à saúde necessitam usar os serviços que hoje estão sendo fortalecidos com a ampliação do Pronto Atendimento de Muzambinho. Os prefeitos da região estão unidos em prol de uma articulação que possa ser sempre de apoio mútuo e ao invés de ficarmos olhando só para os problemas de nossas “casas” estamos também dando as mãos no sentido de que cada um possa “doar” ao outro um pouco de sua estrutura, firmando convênios e debatendo periodicamente sobre as possibilidades de evolução.

 

A saúde em Guaxupé

“O atendimento à saúde em nosso município, a exemplo de outros na região, devido a universalização do setor, tem que atender a todos e da forma mais eficiente possível. Como os recursos são escassos, limitados e as necessidades são ilimitadas. Por isso o bom administrador público tem que focar a atenção à saúde primária, como o PSF – Plano de Saúde da Família, onde a preocupação é preventiva, um caminho mais viável e mais barato. Guaxupé é um município que precisa urgentemente ampliar a estrutura para esse atendimento primário, estendendo o atendimento a todos os bairros e todas as vilas e povoados que encontrarão nos PSFs um  corpo clínico compostos de médicos sanitaristas, clínicos, corpo de enfermagem e servidores administrativos, proporcionando assim, através da descentralização, melhor atendimento a população que estará evitando deslocamentos até o Pronto Atendimento ou ao Hospital. Muitos procedimentos serão feitos nos próprios bairros que terão acompanhamento da gestante, das crianças, controle de vacinação, controle de hipertensão e diabetes evitando a sobrecarga do PA e do Hospital que cairá substancialmente. A prevenção custa menos e é mais eficiente para o conjunto da comunidade. Hoje temos somente um PSF para atender a 50 mil habitantes e não conseguimos atender nem a um décimo da população. É um grande desafio, pois temos ótimos hospitais, ótimos médicos e devido às necessidades estamos dando assistência secundária e em alguns casos até terciária direta, quando poderíamos estar trabalhando forte no atendimento primário, com mais resultados e mais economia dos recursos, invertendo a lógica da saúde pública”, declarou.

 

Recursos estadual e federal

Esse é um momento que devemos aproveitar ao máximo, pois a presença do Secretário Estadual de Saúdo Marcos Pestana abre oportunidade para que os prefeitos da região possam também reivindicar recursos que possam atender as suas necessidades. Sabemos que o mundo vive uma situação de crise, mas temos observado que há um esforço especial dos governos estadual e federal no sentido de conceder aos chamados pequenos municípios um mínimo de estrutura visando não sobrecarregar os centros maiores que hoje estão saturados no que tange ao atendimento a população que vai a busca de tratamento de saúde.