Neste sábado 27/02/2010, promovido pela Academia Muzambinhense de Letras, aconteceu o lançamento do Livro “O Velho Jequitibá” da autora Sra. Maria de Lourdes Armelim Martins, que ocupa a cadeira nº 01 da Academia Muzambinhense de Letras, natural de Muzambinho-MG, nasceu no dia 13 de agosto de 1925,. No Bairro da Palmeia, onde passou a sua infância, filha de Domingos Armelin e Ana Bueno Armelim, atuante na Igreja católica Romana, formou-se normalista em 1945, em 1946 casou-se com Álvaro Martins de Oliveira, a quem se refere com muitas saudades! Tiveram dez filhos e foram muito felizes. Fundou a Creche Helena Dipe onde atuou por dez anos, dirigiu a FAM (Frente de Apoio ao Menor) por dez anos.

A Sala Dionísio Azevedo estava lotada com familiares e amigos de dona Maria de Lourdes, prestigiando e parabenizando pela belíssima obra que conta não apenas sua história mais um pouco da história de Muzambinho, com muita sensibilidade, relata fatos importantes para todos nós. Na área cultural, política, religiosa, sobre todo seu grande amor por tudo e para todos, começando pelos pais, irmãos, esposo, filhos, familiares, colegas e estudantes.

Assisti o final da ditadura Vargas e o início da democracia, tantas crises políticas que tem passado nosso Brasil.

Mas, foi na querida Muzambinho que sempre empenhei meus esforços, acompanhando meu marido e sua carreira...  JESUS o mestre de nossas almas, espera transformar a irracionalidade em inteligência, a inteligência em humanidade e a humanidade em angelitude.

A neta, Gabriela Bócoli Martins de Oliveira fez a leitura de um texto.

O Livro da história de nossa vida

Entre anjos no céu, você foi a escolhida para trilhar a jornada da vida. Ao nascer, nada haviam lhe ensinado, mas por não saber onde estava e muito menos onde queria chegar, Deus lhe enviou seus pais, anjos para neste mundo, te cuidar, aqueles que te guardam no coração, aqueles que não te esquecem jamais. Deus também lhe enviou amigos, irmãos e parentes. Mais tarde, das sementes de amor e carinho, Deus enviou seus filhos, e eles deram frutos, netos e bisnetos.

Então crescemos, amadurecemos e percebemos, que da escola, o aprendizado com o tempo foi apagado e ao passar do tempo a gente percebe o que é importante de verdade!

A vida segue em frente, e o que nos resta, são apenas lembrança e saudade...

E só então aprendemos, que nos caminhos de cada dia, um momento de tristeza ou alegria, em uma página de poesia, escrevemos os capítulos do livro da história da nossa vida.

A autora leu um poema que diz fazer parte de sua vida.

“Como Era verde o Meu Vale”

Como era verde o meu vale

Perdido lá no sertão

Quando eu não tinha saudade

Manchando o meu coração

Como era verde o meu vale

Cheio de ovelhas oitis

Quando eu brincava contente

Naquele tempo feliz

Mas eu fui crescendo

E a saudade também

Volatilizou-se o licor da ilusão

Deixando vazio

Que a vida contém

Na taça vazia

Do meu Coração

Porém a saudade

Não quer que eu me cale

E conta comigo

Nos versos que eu fiz

Como era verde o meu vale

Naquele tempo feliz.

Foto dos filhos, da esquerda para a direita: Raquel, Carlos Augusto, Marcelo, Marcos, Ana Maria, Caio, José Eduardo, Luis Fernando e Alvaro Roberto.

Quando o tempo houver amarelado estas páginas, espero que a violência tenha sido banida da face da terra, assim como os duelos, os gladiadores, os matadores de aluguel e tantas coisas mais que nos são contadas somente nas páginas amareladas dos livros passados.

As gerações passam, deixam suas marcas e costumes, outras chegam e passam também. A vida, porém, virando a página do livro do tempo, se encarrega de transformar tradições e costumes. Somente O Velho Jequitibá com sua imensa copada com a fortaleza de um gigante, sobressai sobre a mata da velha fazenda, testemunha viva dos cento e cinqüenta anos desta enorme família, que guarda em sua memória a união e a amizade deste clã.

Para adquirir o livro entre em contato através do Fone:(35) 3571-1206 ou por E-mail: Martins.muz@hotmail.com