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Sanado impasse com Consórcio Intermunicipal do Lixo

O Consórcio Intermunicipal do Lixo integra os municípios de Arceburgo, Guaranésia, Muzambinho, São Pedro da União, Monte Belo e Cabo Verde. Na última semana, surgiram informações sobre a inviabilidade do projeto de grande alcance ambiental e social. O Secretário Municipal de Meio Ambiente em Muzambinho, Dr. Carlos Prado Coimbra, prestou esclarecimentos e sanou as dúvidas a respeito.
Carlos Coimbra revelou que o consórcio representa um investimento vultuoso. Cada município associado tem contribuído conforme a sua população somente o valor de R$ 136 mil/mês. O recurso arrecadado permite pagar os trabalhos da empresa LM Resíduos Sólidos, contratada pelo consórcio por sua notória especialização. A empresa tem prestado serviços em Guaranésia, Muzambinho e Cabo Verde melhorando a situação inadequada dos lixões. A receita arrecadada permitiria à LM prestar este serviços nas demais cidades.
Porém, logo no início de 2006, algumas cidades deixaram de depositar no caixa do consórcio. Muzambinho contribui com o maior valor, sendo de R$ 36 mil/mês, sendo que já pagou 14 parcelas. Mesmo assim, ainda deve 05 parcelas mensais. Diante da inadimplência das outras cidades, o consórcio teve que alterar o seu cronograma para não paralisar os trabalhos. Mesmo assim, o proprietário Prof. Luiz Mário continuou “bancando” os trabalhos, mesmo com uma dívida dos municípios em torno de R$ 1 milhão.
Mas vale lembrar que a empresa terceriza máquinas, caminhões e funcionários. A expectativa é que a empresa faça o pagamento dos atrasados em breve. Mesmo assim, o atraso está gerando um desconforto. Carlos Coimbra confirmou a informação de que a empresa havia deixado de receber o lixo dos municípios há alguns dias. A paralisação foi uma tentativa da empresa LM de fazer uma alerta aos municípios inadimplentes.
AJUDA DO ESTADO - Diante da dificuldade das prefeituras em regularizar o valor em atraso, houve um trabalho político junto ao governo do Estado. O prefeito de Muzambinho, Marco Regis, agendou uma audiência com o deputado estadual Dilzon Melo (Secretário de Estado de Urbanização e Desenvolvimento Regional), junto ao prefeito Dr. Sílvio Dias (Guaranésia) e Carmo Rosseti (chefe de gabinete e secretário geral do consórcio), além da presença do deputado estadual Thiago Ulisses. A audiência rendeu bons frutos, ficando decidido que o consórcio receberá uma ajuda (aporte financeiro) do Estado, passando a ser exemplo para todo o Estado de Minas Gerais. Existe empenho até mesmo do vice-governador Antônio Anastasia, tendo por base do programa “Minas sem Lixões”.
LONGO PRAZO - Carlos Prado ainda esclareceu que a LM Resíduos Sólidos foi contratada para trabalhar com o lixo dos seis municípios durante 20 anos. O pagamento anual é de R$ 1.632.000,00. Ou seja, em 20 anos o valor chega a R$ 32.640.000,00. Diante da dimensão do projeto, o consórcio tem “fôlego” para fazer as adequações necessárias. Da mesma forma, a LM é uma empresa idônea e tem tido tolerância com os municípios inadimplentes. O secretário ainda esclareceu que o consórcio tem um “fôlego” porque não foi feito à revelia e a “toque de caixa”. Ou seja, foi elaborado tendo por base um planejamento político e administrativo, recorrendo ao conhecimento técnico. Portanto, não se trata de “experimentar” às custas do dinheiro público. Desta forma, é possível garantir que o consórcio é forte e sólido. O consórcio tem a previsão de gerar 6 mil empregos e fazer o plantio de 10 milhões de árvores.
A Folha Regional - Edição 681 - 08/12/07


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