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Escola Agrotécnica de Muzambinho

a um passo da Cefetização

Em solenidade ocorrida na segunda-feira, 18, no auditório do Ministério da Educação, em Brasília, foram firmados protocolos de compromissos entre o governo federal e onze escolas agrotécnicas do país, visando a cefetização das mesmas. Essa cefetização significa que cada uma das escolas agrícolas será transformada e Centro Federal de Ensino Tecnológico – CEFET.

Discursando para os presentes o Secretário Nacional de Educação para o Ensino Tecnológico, Eliezer Pacheco, ressaltou que o momento se revestia de extraordinária importância histórica, pois está inserido na meta do governo Lula de criar 61 CEFETs, atitude comparável à do carioca Nilo Peçanha, que assumiu a presidência da República de 1909 a 1910, como vice do mineiro Afonso Pena, que falecera. Peçanha inaugurou o ensino técnico no Brasil, fundando 19 escolas técnicas federais nas capitais dos então estados brasileiros. 

Eliezer ainda fez críticas ao neoliberalismo que disseminou a idéia de que o ensino particular é melhor do que o público, lembrando que o público, em certas épocas foi, ao contrário, melhor do que o privado, o que pode voltar a acontecer.

Jaqueline Mohl, Diretora de Políticas e Articulação Institucional do Ministério disse que a cefetização é, também um instrumento do governo Lula para ampliar o ensino público a nossa população, abrindo espaço para que as escolas agrotécnicas diversifiquem o ensino tecnológico sem perder a sua vocação agrícola inicial e abrindo espaço para que se transformem em centros universitários.

As escolas agrotécnicas que assinaram os protocolos de intenções foram: Alegre/ES, Alegrete/RS, Barbacena/MG, Concórdia/SC, Inconfidentes/MG, Machado/MG, Muzambinho/MG, Salinas/MG, São João Evangelista/MG, Sertão/RS e Uberlândia/MG.
No entendimento da maior autoridade federal presente à cerimônia, Eliezer Pacheco (que é marido da Deputada Federal do PT/RS, Maria do Rosário) “não haverá nem prazo máximo nem mínimo para o processo de cefetização, mas o prazo necessário para a adequação ao termo de compromisso”.  A obrigação das escolas está contida em nove itens: projeto pedagógico, contenção de evasão escolar, ampliação de cursos técnicos, dedicação à pesquisa, consolidação da graduação tecnológica, cuidados com o entorno social, ou seja, abrir-se para a sociedade, apresentação de propostas de convênios e parcerias com empresas e, finalmente, apresentar o PDI – Plano de Desenvolvimento Integrado.

Indagado pela “A Folha Regional”, o Prof. Rômulo Bernardes comentou sobre o momento histórico vivido pela instituição de ensino e mostrou toda sua confiança na concretização do projeto.

CEFETIZAÇÃO IRREVERSÍVEL - Prof. Rômulo explicou que a assinatura do termo de compromisso determina as providências necessárias a serem tomadas pelo MEC e Escola Agrotécnica para a cefetização do importante educandário muzambinhense até o mês de março de 2007. Porém, todo planejamento (PDI) de trabalho já foi encaminhado ao MEC e devidamente aprovado. Portanto, na verdade todo processo já foi aceito. Resta apenas a equipe do MEC visitar a Escola Agrotécnica e autorizar a cefetização.
Rômulo garante que a Escola Agrotécnica será cefetizada até o mês de junho de 2007. Até porque todas as exigências já foram cumpridas e aceitas pelo Ministério. Assim, a cefetização somente não ocorre neste momento por uma questão político do próprio governo federal.

NOVOS EMPREGOS E MAIS ALUNOS – Através do CEFET, a Escola Agrotécnica Federal de Muzambinho terá autonomia para implantar novos cursos tecnólogos dentro da instituição. Isto não significa que a escola estará perdendo o “foco” de ensino técnico e agrícola. Ela continuará voltada para a sua vocação essencialmente agrícola e terá até 75% dos cursos de nível técnico, 25% de nível tecnológico e 5% de pós-graduação.
É intenção, inclusive, incorporar a Escola Superior de Educação Física de Muzambinho. Além disso, novos empregos serão oferecidos à comunidade muzambinhense. Já foi feito pedido de 160 novos empregos (através de concurso) para a Escola Agrotécnica Federal. Dentro do planejamento, também é intenção colocar quatro mil alunos dentro da instituição até o ano de 2010.

EDUCAÇÃO FÍSICA – Com a Escola Agrotécnica sendo cefetizada, a Escola de Educação Física poderá ser encampada. Assim, seria uma extensão ou mais um “braço” da Agrotécnica. Esta possibilidade já foi comentada junto ao governo. Até porque a Agrotécnica estará encampando um complexo pronto e perfeito, havendo a contratação de cerca de 50 servidores (entre funcionários e professores). Hoje, por exemplo, a Agrotécnica já tem extensões em Capetinga, São Tomaz de Aquino, Passos e está sendo viabilizada outra em São Sebastião do Paraíso.

LIDERANÇAS - Estiveram presentes na solenidade comitivas de todas as onze cidades brasileiras que assinaram o Protocolo de Compromisso, sendo a de Muzambinho integrada pelo Prof. Rômulo Eduardo Bernardes da Silva, que assinou o documento junto com o Secretário Nacional, Eliezer Pacheco; por Marco Regis de Almeida Lima (Prefeito Municipal); vereador Marcos Donizete Silva (Marquinho da Empresa); Prof. Luís Carlos Machado Rodrigues (Diretor Pedagógico da EAFMUZ); Prof. Romário Rondinelli Nóbrega (Diretor Administrativo da EAFMUZ) e Cristiano Carvalho de Almeida Lima (filho do prefeito de Muzambinho).
Houve pronunciamentos políticos dos prefeitos de Salinas, Concórdia, Muzambinho e Bueno Brandão, este, Jair Asbahr, presidente da Associação Micro-regional dos municípios do Médio Sapucaí, apoiando Inconfidentes. 

Fonte A Folha Regional – Edição 812 – 23-12-2006


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